quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A esperar !

Na cadeira a espera
A música toca
As horas passam e eu sempre a esperar
Eu acho que amo o esperar
Espero pra te amar
Espero pra ser amada
A cadeira se torna a principal apoiadora
As lembranças, à essência dessa espera
Essência...
Os cheiros me vêem a mente
Assim como os gostos
Os sons... ah os sons.
Gemidos de uma viagem sem rumo
De um destino que não existe.
E o que existe então?
A espera
Esperar para encontrar novamente o caminho dessa viagem insana.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010


Um antigo provérbio chinês:

Diz a lenda, que em uma terra distante, nasceria no mundo, uma outra história, que ainda não fora dita por bocas mais sábias.
A lenda descrevia a árdua luta de um povo, representado pela força de um rio, ora calmo, ora turvo.
Este rio, vivia seu curso, e era alimentado pela sua margem, e dela tirava seu entendimento do mundo.
Mas em um outro lugar, outro rio existia, e de outras margens se alimentava também, pela consistência da existência de um rio.

Diz a lenda, que ambos não sabiam da existência do outro, pois até então, corriam sós.
Certa noite de tempestade, o leito de ambos tendeu a baixar sua topografia, e as águas calmas, juntaram-se as turvas, o que era simples se transformou em complexo, mas foi por pouco tempo. Logo a tempestade se acalmou, e os rios voltaram ao seu curso, não normal, modificados pela presença de algo, ainda não explicável.

Os anitgos diziam que, quando os rios se encontravam nestas tempestades, nada era capaz de mudar seu destino.
Alguns dizem que é lenda, outros que a expressão de algo que ainda na Terra não se conhece muito bem.
Até, para alguns que presenciaram esta harmonia, relatam que podem ouvir a voracidade do rio, quando as tempestades demoram a aparecer, e assim, em um passe de mágica, tudo muda, tudo vibra, e a vida aparece novamente.

Diz a lenda, que até nos dias de hoje, quando tudo parece calmo, somente o som dos rios ecoam pelos vales, parecendo que ambos estão a se encontrar, por mais uma vez, até a eternidade.


(Por R.S. 09/12/10)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Quero

Quero te fazer gemer
De rir
De tesão
De amor
Quero fazer você lembrar
Dos meus seios
Da minha boca
Do meu desejo
Quero fazer você querer
Mais de mim
Mais do meu corpo
Mais do meu prazer
Pra depois eu dizer
Querer eu queria mas agora não quero mais.

Tapete

Sou um tapetinho lindo pra você pisar né ?
Mas cuidado, em piso escorregadio te dou um belo tombo.
(paga pra ver)

Mudo, quebrado e inchado

Palavra trancada
Boca fechada
Coração partido
.
Sentimento encolhido
Choro Desvalido
Amor indevido